Medicina do futuro, agora!

Muito se fala em medicina de ponta. Mas o que de fato há por trás desta afirmação?

A resposta não é simples, uma vez que esse é um dos setores que mais cresce e, parte deste avanço, é provocado pela constante atualização tecnológica. Para se ter uma ideia é possível hoje a realização de uma cirurgia remota, sem a presença de um médico ou mesmo acompanhar a evolução de um paciente apenas pelo telefone celular. Parece ficção científica, mas é realidade. Graças à gigante " e muitas vezes invisível" indústria de microprocessadores, chips, nanocondutores eletrônicos para a área de saúde.

Vejamos. Já é possível fazer cirurgia, sem a presença física do médico. Um robô equipado com componentes de precisão pode substituir o cirurgião numa cirurgia. Claro que o paciente precisa estar cercado dos cuidados, como estar em um hospital com centro cirúrgico e equipe de apoio, a sala cirúrgica tem de estar equipada com câmeras de última geração, com tratamento de imagem, telas de led de alta suficiência e links de segurança (dois ou três) para que mesmo que uma conexão de internet caia, outra possa substitui-la imediatamente, sem riscos para quem estará sendo operado. No entanto, é gratificante imaginar que o médico em qualquer parte do mundo pode controlar o robô por meio de voz, joystick ou luvas super tecnológicas e fazer a cirurgia do conforto do seu consultório médico, em Bali.

Os telefones celulares hoje se tornaram tão avançados que são verdadeiros computadores de bolsos. Aplicativos permitem jogos, acompanhamento de investimentos, gestão de dietas e coleta de sinais vitais. Isto é apenas o começo. No campo da medicina, os médicos conseguem saber a dosagem exata de um medicamento com apenas um toque na tela do seu celular, mostrar em seu tablet o antes e depois de uma cirurgia em simuladores em terceira dimensão e ainda saber em minutos o código de uma determinada doença e como tratá-la. Com o ganho de tempo, o médico pode atender melhor seus pacientes. É a tecnologia salvando vidas.

A computação em nuvem também tem trazido um ganho enorme para a medicina. Hoje é possível conectar tudo para a nuvem. Basta armazenar num banco de dados coletivo e virtual todos os registros dos pacientes de uma mesma faixa etária ou região onde ocorre uma epidemia, por exemplo, permitindo uma visão ilimitada para um tratamento de saúde personalizado.

Esta mesma nuvem permite instrumentar casas com muitas das ferramentas de diagnóstico que só são encontradas em hospitais e clínicas hoje. Os sinais vitais serão monitorados continuamente, e outros aspectos da saúde do paciente estarão sob constante cuidado.

Monitoramento será uma atividade contínua, acompanhando as pessoas por onde passam.
Imagine uma casa equipada com centenas de sensores pequenos, eficientes e capazes de levar a informação a um computador e este repassar a um celular ou tablet do médico que, de novo, estará remoto, mas conectado.
Estes exemplos são reais e já existem. Mas a discussão que deve ser levantada é onde esta tecnologia nos levará. Uma pesquisa da Global Data estima que o mercado de tecnologia móvel de saúde " incluindo dispositivos, aplicativos e serviços" exceda US$ 8 bilhões até 2018. E parte significativa deste mercado são produtores brasileiros de componentes microeletrônicos. Toda a discussão em torno de onde as inovações nos levarão fazem parte da feira MD&M Brazil 2013 (Medical Device and Manufacturing), que acontece nos dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo.
Trata-se de uma oportunidade única para os mais de 5 mil profissionais na sua maioria engenheiros conhecer as novidades em tecnologias e componentes que os mais de 70 fornecedores nacionais e internacionais apresentarão para a indústria médica, incluindo soluções para design, prototipagem, manufatura, automação e outros.

A tecnologia médica nos levará ao futuro, agora.

07/08/2013
Brasil Econômico
Jornalista: Marlon Luft